O Conselho dos Povos Indígenas (CIP) e o Escritório do Estado do Havaí em Taipei uniram forças para apresentar o Festival Cultural "Formosa-Havaí" de três dias, de 31 de julho a 2 de agosto, na Praça do Cidadão da Cidade de Nova Taipei. O evento, que celebrou o 30º aniversário do CIP, teve como objetivo levar a cultura austronésia ao mundo, mesclando as tradições dos povos indígenas de Taiwan com as do Havaí e de outras nações do Pacífico.
Na cerimônia de abertura, o Ministro do CIP, Ljaucu·Zingrur, enfatizou o poder das experiências culturais para emocionar as pessoas e a importância de políticas sólidas na criação de instituições duradouras. Ele homenageou indivíduos que fizeram contribuições notáveis para os assuntos indígenas, incluindo defensores dos direitos indígenas internacionais, preservadores de línguas e líderes comunitários que demonstraram bravura durante desastres naturais. O ministro expressou esperança de que o reconhecimento inspirasse mais pessoas a avançar nas causas indígenas e destacou que o festival demonstrava a presença florescente da cultura indígena tanto em Taiwan quanto no cenário internacional.
O festival contou com uma programação de apresentações internacionais de música e dança, além de artistas vencedores do Golden Melody Award. Os participantes puderam saborear café Kona havaiano e iguarias indígenas, experimentar dança hula e confecção de leis, e participar de sorteios diários de vales-compra do mercado. O mercado temático austronésio ofereceu um ambiente animado onde as famílias puderam desfrutar de música ao vivo e explorar as conexões culturais entre Taiwan e Havaí.
As apresentações diurnas incluíram o aclamado grupo internacional Ke Kai O Kahiki, um grupo de dança havaiano conhecido pelo poderoso hula, bem como grupos de música e dança de Palau e Tuvalu, destacando os laços da herança do Pacífico. As noites apresentaram shows: "O Chamado das Montanhas e do Mar" em 31 de julho com Usay Kawlu, Utjung Tjakivalid e Kasiwa; "A Noite dos Sons da Ilha" em 1º de agosto com Princess Ai e Abao; e "Noite Aloha" em 2 de agosto com Biung e Abus, encerrando o festival com batidas e ritmos contemporâneos.
O evento ressaltou a herança cultural compartilhada dos povos austronésios, promovendo um senso de unidade e compreensão. Ao reunir Taiwan e Havaí, o festival não apenas celebrou os 30 anos de trabalho do CIP, mas também reforçou a importância de preservar e promover as culturas indígenas globalmente. À medida que o mundo se torna cada vez mais interconectado, tais intercâmbios são vitais para manter a diversidade cultural e o respeito mútuo entre diferentes comunidades.
Para aqueles que não puderam comparecer, o impacto do festival vai além do evento em si, pois mostra o valor da diplomacia cultural e o papel dos povos indígenas no enriquecimento do cenário cultural global. A colaboração entre Taiwan e Havaí serve como modelo para a cooperação internacional na preservação e intercâmbio cultural.