O empreendedor de tecnologia Jonathan Haber, sediado em Montreal, destacou um problema urgente nos ambientes empresariais contemporâneos: a proliferação de ferramentas digitalmente avançadas, mas difíceis de usar, que prejudicam em vez de ajudar a produtividade. Com base em sua experiência na construção e assessoria de empresas em estágio inicial através da Haber Strategies Inc., Haber aponta para pesquisas do setor que revelam desafios significativos. Um relatório da Gartner de 2024 indica que mais de 65% dos funcionários se sentem sobrecarregados pelo número de ferramentas digitais que precisam usar, enquanto pesquisas da McKinsey mostram que quase 70% das iniciativas digitais falham devido à baixa adoção e falta de alinhamento com os usuários.
"A maioria das startups não precisa de mais funcionalidades", explicou Haber em uma entrevista recente. "Elas precisam de menos decisões e sistemas mais claros." Essa perspectiva surge da observação de um padrão comum em que a tecnologia destinada a simplificar operações acaba criando confusão e estresse. Haber defende uma mudança fundamental em direção ao design centrado no ser humano, onde as ferramentas são desenvolvidas com a experiência do usuário e a clareza como objetivos principais, em vez de apenas sofisticação técnica.
Haber compartilhou um exemplo concreto de seu trabalho de consultoria envolvendo uma equipe de startup remota com baixo moral e produtividade em declínio. Em vez de implementar plataformas adicionais, ele simplificou os fluxos de trabalho existentes e redesenhou as ferramentas de comunicação com base direta no feedback dos funcionários. "A clareza mudou tudo", observou Haber. "Assim que as pessoas entenderam o que importava e como trabalhar juntas, o engajamento voltou quase imediatamente." Este caso ilustra como abordar problemas de usabilidade pode gerar melhorias rápidas na dinâmica da equipe e nos resultados.
As implicações dessa abordagem vão além de empresas individuais para tendências mais amplas do setor. Estudos mostram que os funcionários perdem em média um dia inteiro de trabalho por semana navegando em sistemas complexos e processos pouco claros. À medida que os modelos de trabalho remoto e híbrido continuam a se expandir, a demanda por ferramentas intuitivas e centradas nas pessoas torna-se cada vez mais urgente. Haber enfatiza que a tecnologia deve reduzir o estresse, afirmando que "se cria mais confusão, não está cumprindo sua função".
Haber também conecta o design de ferramentas com a filosofia de liderança, defendendo abordagens de gestão baseadas na escuta em vez da velocidade. Ele observa que conversas iniciais com as equipes frequentemente revelam problemas muito antes dos painéis de dados, sugerindo que a percepção humana permanece crucial mesmo em ambientes orientados por dados. Essa perspectiva desafia a ênfase comum das startups na iteração rápida sem atenção suficiente à experiência do usuário.
Para implementação prática, Haber incentiva fundadores, gerentes e profissionais a tomarem ações pequenas e consistentes: perguntar regularmente às equipes o que parece pouco claro, simplificar ferramentas existentes antes de adicionar novas e priorizar a compreensão em vez da velocidade. Essas práticas, ele observa, podem levar a equipes mais fortes e resultados mais sustentáveis. O efeito cumulativo de tais mudanças nas organizações poderia reduzir significativamente as perdas de produtividade documentadas em pesquisas como o relatório da Gartner disponível em https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2024-07-15-gartner-says-digital-workplace-complexity-is-hurting-productivity.
O apelo por tecnologia mais simples reflete o crescente reconhecimento de que a inovação deve servir às necessidades humanas em vez de ambições técnicas. À medida que as empresas continuam a digitalizar operações, a ênfase de Haber na clareza e usabilidade oferece uma estrutura para criar ferramentas que genuinamente melhoram em vez de complicar o trabalho. Essa abordagem tem relevância particular para startups, onde restrições de recursos tornam a eficiência crítica, mas se aplica igualmente a organizações estabelecidas que navegam pela transformação digital.

