A Visa, Inc. enfrentará uma proposta significativa de acionistas em sua reunião anual de 28 de janeiro, desafiando as políticas de cobertura de saúde da empresa relacionadas a procedimentos de transição de gênero. O National Legal and Policy Center (NLPC), acionista da Visa, está pressionando a empresa para examinar riscos potenciais associados às suas atuais políticas de saúde, particularmente em relação a indivíduos que posteriormente buscam reverter procedimentos de transição de gênero.
A proposta levanta questões importantes sobre responsabilidade corporativa e equidade em saúde em um momento em que processos judiciais de destransição estão aumentando em todo o país. Claire Abernathy, uma destransicionada de 20 anos, abordará o conselho da Visa sobre sua experiência com procedimentos de transição iniciados aos 12 anos, destacando preocupações sobre cobertura de seguros para procedimentos de reversão.
O desafio surge em meio a um escrutínio crescente das políticas corporativas de saúde que cobrem procedimentos relacionados a gênero. A proposta do NLPC aponta que a cobertura de seguro atual da Visa através da CIGNA inclui vários procedimentos de transição de gênero para funcionários e seus dependentes, enquanto potencialmente carece de cobertura para cuidados de destransição.
A questão tem implicações significativas para o mundo corporativo americano, já que a Comissão de Oportunidade Igualitária de Emprego considera discriminatória a falha em fornecer benefícios equivalentes com base em identidade de gênero e orientação sexual. A Comissão de Valores Mobiliários já reconheceu indivíduos em destransição dentro dessas classificações protegidas, sugerindo potenciais consequências legais e regulatórias para as políticas de saúde das empresas.
Este desenvolvimento sinaliza uma tendência mais ampla de crescente ativismo acionário em torno de políticas de cobertura de saúde, com propostas semelhantes já apresentadas em grandes corporações incluindo Johnson & Johnson e PepsiCo. Para as empresas, o debate destaca desafios emergentes em equilibrar políticas de saúde inclusivas com potenciais responsabilidades legais e éticas para funcionários que buscam cuidados de destransição.
