Após cinco anos afastado de palestras públicas, o autor best-seller do New York Times Bryan Eisenberg retornou ao palco internacional de keynotes no Global Marketing Summit em Istambul com uma mensagem crucial para empresas que navegam pelo domínio da inteligência artificial na criação de conteúdo. Eisenberg, que ajudou a moldar estratégias digitais para grandes marcas como Google, Disney e JPMorgan Chase, abordou o desafio fundamental de persuadir humanos quando a IA assumiu as conversas de marketing.
A keynote de Eisenberg, intitulada "Tipos de Histórias Lendárias que Vendem em um Mundo de IA", revelou o que a inteligência artificial não consegue entregar apesar de suas capacidades avançadas. "A IA pode gerar palavras", disse Eisenberg ao público, "mas apenas humanos podem gerar significado". Ele enfatizou que o alinhamento real, a autenticidade humana e a centelha emocional que cria confiança duradoura permanecem domínios exclusivamente humanos que a tecnologia não pode replicar.
O pioneiro da persuasão digital explorou como marcas de sucesso utilizam tipos de histórias atemporais para criar relevância emocional e minimizar atritos em toda a experiência do cliente. Sua apresentação inspirou-se em seu livro recente, I Think I Swallowed an Elephant: The Stories We Sell, The Success We Build, onde ele descreve como muitas organizações operam como os seis homens cegos e o elefante — cada departamento vê apenas parte do quadro enquanto perde o todo, deixando os clientes sentindo a desconexão.
O desafio de Eisenberg para líderes empresariais foi inequívoco: se as equipes não se alinharem em torno de uma única história compartilhada, nenhuma quantidade de tecnologia tornará o marketing eficaz. Esta mensagem chega em um momento crítico em que as empresas enfrentam sintomas incluindo mensagens robóticas, funis desalinhados e automação sem conexão emocional. Como Eisenberg explicou ao público de Istambul, "Se sua história está quebrada, a IA apenas ajuda mais pessoas a ignorar você mais rápido".
A keynote surgiu do ano de consultoria de Eisenberg a clientes sobre como responder a ferramentas de IA e mudanças no comportamento do cliente. Em vez de sugerir que as empresas compitam com a IA em seus próprios termos, ele defendeu o desenvolvimento de histórias que valham a pena amplificar. Sua perspectiva ganhou ainda mais tração através de sua postagem no blog AI Can't Fix a Broken Story, But True Leaders Can, que continua circulando nos círculos de marketing.
A organizadora do Global Marketing Summit, Seda Mizrakli Ferik, descreveu a apresentação de Eisenberg como "verdadeiramente um dos destaques do summit" que trouxe "profundidade de insight e inspiração" fazendo "uma impressão duradoura em todos os presentes". Eisenberg, que cunhou termos incluindo Otimização da Taxa de Conversão e Arquitetura da Persuasão, fundou a primeira agência de Otimização de Conversão com seu irmão em 1998 e escreveu múltiplos livros best-sellers incluindo "Call to Action" e "Waiting for Your Cat to Bark?".
O momento desta mensagem prova-se particularmente relevante à medida que o conteúdo gerado por IA inunda os canais de marketing, criando mais confusão do que clareza para os consumidores. O trabalho de Eisenberg com o Buyer Legends Framework e seu livro Be Like Amazon: What You Can Learn fornece abordagens práticas para empresas que buscam manter a conexão humana em ambientes automatizados. A principal lição para as marcas permanece clara: enquanto a IA pode escalar histórias, apenas a liderança humana pode moldá-las efetivamente.

